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abril 28, 2006
ENCERRAMENTO PIN-UP

Publicado por 555 às 04:21 PM | Comentários (1)
abril 19, 2006
TREN GO SOUND SYSTEM

Publicado por 555 às 04:58 AM | Comentários (1)
IMPROVISAÇÃO MÚSICA & DANÇA

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PERFORMANCE - JUST BY EXISTING YOU BECOME A TARGET

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abril 12, 2006
MATINÉ DE CONCERTOS - SÁBADO 15 DE ABRIL

Os concertos irão começar por volta das 16H e o custo da entrada é de 3 euros.
Publicado por 555 às 06:30 PM | Comentários (195)
abril 11, 2006
CONCERTO - TERESA GABRIEL

Publicado por 555 às 03:49 PM | Comentários (184)
abril 10, 2006
OS DIAS FELIZES DE SAMUEL BECKETT

Winnie é uma personagem que cria o seu presente a partir de fragmentos de uma existência anterior. Está a afundar-se na terra. No Acto I está enterrada até à cintura, e passa o tempo entre a campainha que toca para acordar e a que toca para dormir tentando envolver Willie – o seu companheiro – na conversa, evocando memórias de uma vida anterior, em que a mobilidade era possível, contando histórias a si própria e remexendo nos seus objectos dentro do saco. O seu conflito interior reside no facto de o seu interlocutor lhe poder falhar e ter que passar a falar sozinha, coisa que não poderá suportar.
Na condição em que se encontra, é absolutamente necessário que encontre forma de passar o tempo “à moda antiga”, de forma a minimizar as adversidades que enfrenta, dia após dia. Assim, não pode parar de falar, para se obrigar a não pensar no que a atormenta, como não pode prescindir dos seus objectos, recordações palpáveis do que ela já foi e pode (enquanto os puder usar) continuar a ser, vivendo assim um “dia feliz” de cada vez.
Winnie tem necessidade da possibilidade de um ouvinte que confirme a sua existência passada. Apesar das respostas de Willie não serem frequentes e muito raramente mais do que monossilábicas, elas permitem que Winnie fale, como ela diz, “à moda antiga”. De qualquer modo, ela está ciente de que, algures no futuro, o seu raciocínio será tão fragmentado que as próprias palavras a irão abandonar.
No Acto II ela está próximo desse ponto. Está enterrada até ao pescoço e desabilitada de recorrer às rotinas que desenvolveu em torno do manuseamento dos seus objectos, para a ajudar a passar o dia. Willie está agora fora do alcance da sua vista, e como tal, deixa de ser ponto de referência constante do seu discurso. Começa a perder contacto com as imagens e memórias que confirmavam anteriormente a sua noção de si própria, de modo que estas lhe ocorrem de forma dispersa e fragmentada.
O único objecto que consegue ver claramente é o revólver, que tinha no saco e ficou cá fora. No final do texto, Willie reaparece, “vestido para matar”. A sua aparição, e a sua última palavra – Win – provoca uma última intervenção “à moda antiga” – Winnie canta a valsa da Viúva Alegre. A letra arrebatadoramente romântica da canção contrasta largamente com a estranheza e a ambiguidade da imagem final. Willie pode querer alcançar a sua mulher ou o revólver, para ser usado nela ou em si próprio. Em qualquer dos casos, Beckett deixa-nos uma irremediável mudança no universo da peça, mas deixa a natureza dessa mudança por resolver. Assim, a relação entre Winnie, que fala, e Willie, que talvez ouça, não pode ser re-criada. A existência de Winnie não pode ser mais confirmada “à moda antiga”.
Publicado por 555 às 03:49 PM | Comentários (0)
DRIVE-IN - OUTROS TEATROS
O ciclo "Outros Teatros" propõe olhares diversos sobre a criação teatral contemporânea e as suas possíveis implicações sociais. O registo criativo da experiência inovadora de "audio-walk", da companhia Visões Úteis, em Parma, abre o programa. Seguem-se duas abordagens ao teatro produzido em locais não convencionais, neste caso, em hospitais psiquiátricos, com um filme de Paulo Castro e outro de Rui Simões. O ciclo encerra com um documentário sobre a companhia portuense Teatro Bruto, realizado a propósito da comemoração dos seus 10 anos de existência.
A entrada é gratuita e as sessões começam por volta das 22H todas as quintas-feiras.
Dia 6
"Errare - Um audiowalk", de Michele Putortì
(Itália, 2004, 26´´)
Leitura vídeo sobre o "audio-walk" que a companhia teatral Visões
Úteis criou para a cidade de Parma, em 2004, em co-produção com a
Fondazione Culturale Edison. O realizador Michele Putortì colocou-se
no papel de espectador deste projecto; munido de um leitor de cd portátil, percorre um itinerário que vai sendo definido pela personagem que o acompanha "virtualmente", um homem que chega à idade
para procurar o seu irmão mais velho, desaparecido sem deixar rasto.
Ficha Técnica:
Argumento: Michele Putortì (sobre dramaturgia original de Ana
Vitorino, Carlos Costa, Catarina Martins)
Fotografia: Gianluca Zuin
Montagem: Michele Putortì
Elenco: Michele Putortì
Música: João Martins
Produção: Visões Úteis Associação / Fondazione Culturale Edison
(Sessão conta com a presença de elementos da companhia Visões Úteis)
Dia 13
"Cruzeiro", de Paulo Castro
(Portugal, 2002, 90´)
Um grupo de doentes esquizofrénicos monta um espectáculo no Hospital
Psiquiátrico Conde Ferreira, com a brutal missão de fugir de lá.
Partindo de textos de Lars Noren, este grupo de indíviduos confunde o
mundo ficcional com o mundo real e parte, então, para uma pseudo
vingança contra a sociedade, denunciando-a. Este trabalho foi feito no âmbito da Porto 2001 - Capital Europeia da Cultura, no ciclo "Elogio
da Loucura".
Ficha Técnica:
Elenco: Zé Pedro, Felipe Damião, Alfredo Luís, Fernando Moreira, Ivo
Alexandre, João Simões, Sofia Saldanha e Paulo Castro
Dia 20
"Teatro de Sonhos", de Rui Simões
(Portugal, 2003, 50´)
Documentário sobre o Grupo de Teatro Terapêutico do Hospital Júlio de Matos.
"Desde os anos setenta que funciona dentro do Hospital Júlio de Matos, em Lisboa, um grupo de teatro terapêutico que enquadra doentes-actores numa actividade teatral que vai desde a construção de um texto dramático até à apresentação de uma peça."
Ficha técnica:
Imagem: Rui Simões, Tiago Beja da Costa, Acácio de Almeida, Manuel
Andrade, Francisco Costa, Jacinta Barros
Som: Rui Simões, Francisco Costa, Joaquim Pinto
Montagem: Márcia Costa
Genérico: Pedro Andrade
Direcção de Produção: Jacinta Barros
Produção: Real Ficção
Direcção e encenação teatral: João Silva
Intérpretes: Ana Maria Machado, António Santana, Filipe do Carmo,
Manuela Borges, Margarida Carvalho, Rui Peixoto
Música: Jorge Salgueiro
Dia 27
"Em Bruto", de Eva Ângelo
(Portugal, 2005, 50´)
"Em Bruto" nasce do convite do Teatro Bruto para a realização de um
documentário que registasse o processo de trabalho da sua então
presente criação teatral ("Ruínas" - uma co-produção Teatro Bruto e
TNSJ no ano de 2004), capaz de satisfazer, ao mesmo tempo, a necessidade de reflectir retrospectivamente 10 anos de um percurso que foi desenhando um lugar e a sua identidade na mais recente geração do teatro português.
Ficha técnica/artística:
Conversas com Isabel Alves Costa, João Garcia Miguel, José
Wallenstein, Paulo Eduardo Carvalho e Regina Guimarães
Registos do processo da criação teatral "Ruínas" com Ana Luena,
Alexandra Sabino, Alexandre Soares, Isabel Nunes, Isabel Queirós, João Abel, João Garcia Miguel, Luciano Amarelo, Luís Vieira, Mário Bessa, Magna Ferreira, Marta Gorgulho, Mário Santos, Miguel Rosas e Pedro Mendonça
Texto e Voz: Manuela Ferreira
Música: Alexandre Soares
Montagem: Eva Ângelo e Manuela Ferreira
Participação especial: Quico Serrano
Produção executiva: Alexandra Sabino
Produção: Teatro Bruto
(Sessão conta com a presença da realizadora e de elementos da
companhia Teatro Bruto)
Publicado por 555 às 03:20 PM | Comentários (192)
CINEMA PELO CINEMA... COM LUÍS COSTA
Cinema para viver a geração
NOVA OFICINA é o que chamo ao MÉTODO que pratiquei na construção destes filmes. É uma espécie de CINEMA IMEDIATO cujos ELEMENTOS são encontrados no local, no momento e nos participantes. Retirados do seu UNIVERSO COMUM será habitado á sua maneira própria. O meu papel é apresentar-lhes a câmara e mostrar-lhes o PLATEAU (que é o deles), deixá-los encher esse espaço com o seu imaginário e, organizados num filme (necessário), entregar-lhes a câmara (fundamental) fazendo-a desaparecer...
Com a MONTAGEM revelamos esses elementos, colorindo-os com a música que o todo comungar.
CINEMA DO LADO DE CÁ, a realidade é fantasia, a fantasia é realidade e a tecnologia é o instrumento que usamos, com técnica, no espaço-tempo do NOSSO FILME.
Luís Costa

Programa da sessão:
O NOSSO FILME (hi8, 9 min.)
Atelier de Vídeo no Bairro do Lagarteiro.
Fundação para o Desenvolvimento do Vale de Campanhã / 1999.
FÉRIAS 2000 (vhs-c, 16 min.)
A.T.L. Cinema. Escola C+S da Corga do Lobão.
Câmara Municipal de Stª Maria da Feira / 2000
PARQUE BIOLÓGICO (vhs-c, 4 min.)
Disciplina Área de Projecto.
Escola Sec. Dr. Manuel Laranjeira / 2003
DJ CEREJO (dv, 16 min.)
Workshop de Arte Cinematográfica.
Escola E.B. 2/3 de Matosinhos
Fundação para o Desenvolvimento Integrado de Matosinhos / 2005.
OS ÍNDIOS DO TARRAFAL (excerto)
Workshop de Arte Cinematográfica no Bairro S. João de Deus
FADA FILMES - Associação Artística / 2005.
apoio: Centro Comunitário Educar é Prevenir.
Publicado por 555 às 03:04 PM | Comentários (0)
