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julho 07, 2006
INSIGHTS - EXPOSIÇÃO DE FOTOGRAFIA
No próximo sábado, dia 8 de Julho, inaugura pelas 22H no 555 a exposição colectiva de fotografia INSIGHTS.

As obras apresentadas são o resultado do desenvolvimento de um projecto pessoal que cada aluno se propôs a fazer para a disciplina de Projecto e Crítica, do 3º ano do Curso Superior de Fotografia da ESAP.
O catálogo da exposição encontra-se disponível em formato PDF.
Publicado por 555 às 01:57 PM | Comentários (203)
LOS AMANITA E CHEMICAL WIRE
SÁBADO 08 * 16h

LOS AMANITA
Los Amanita são um projecto de fusao musical baseado em estados de espirito e situacoes caricatas ou simplesmente do foro emocional. Navegam por ritmos dancaveis espalhando alegria com uma atitude sempre positiva. Este grupo de amigos com um ano de existencia musical mantem a mesma disposicao, mantendo-se fiel as suas origens. Tudo o que sequiser saber mais, em palco sera elucidado com toda a certeza...
Sniffing Dawg - guitarra e voz
Jim Beah - baixo
Al Yerva - Percussão
Juny Dabrutska - guitarra
Benito Calamare - bateria
www.myspace.com/losamanita
CHEMICAL WIRE
Os Chemical Wire surgem na cidade do Porto em 2002. Davide Lobão na voz, Pedros Pires na bateria, João Ribeiro na guitarra e Pedro Melo no baixo completam o alinhamento de uma fórmula enérgica e contagiante de um rock de raízes dançáveis.
www.myspace.com/wisewomb
Publicado por 555 às 01:35 PM | Comentários (31)
julho 06, 2006
DRIVEIN - MÊS DE JULHO
Ataque do Marialva
PROGRAMA
Quinta, 6 de Julho, O Sheike Branco, Federico Fellini
Sexta, 7 de Julho, O Delfim, Fernando Lopes
Quinta, 13 de Julho, Belarmino, Fernando Lopes
Sexta, 14 de Julho, Conto de Verão, Eric Rohmer
As sessões começam às 22H.
Marialva é o antilibertino português. Foi privilegiado em nome da razão da Casa e Sangue e as suas configurações sociais e intelectuais definiram-se no decorrer do século XVIII. No convencionalismo popular (pequeno-burguês) marialva é o fidalgo boémio estoura-vergas, socialmente será outra coisa: um sujeito interessado numa economia e política assente no irracionalismo. Para o libertino, indivíduo editado e de risco, nada parece ser mais odioso do que as satisfações fáceis de que se alimenta por sistema o conquistador marialva. O que conta é a independência duma Mme Merteuil quando declara com altivez Je suis mom ovrage e não o prazer físico em si mesmo, que nas práticas libertinas é "um meio nunca uma necessidade e jamais um fim". Portanto, aventuras sem objectivo social ou heroísmo galante são acidentes, hipocrisias que os espíritos fortes repelem insistentemente. Viver de olhos abertos, contemplando-se, é essa a grande paixão do libertino, a paixão do estilo rigoroso.
Estando na berlinda o amor-cego (amor-paixão), fórmulas gerais em que se pressupõe a mulher como instrumento de tentação e de pecado, o gosto libertino considera a mulher de la bonne compagnie um parceiro na responsabilidade cívica e um amante de razão lúcida e concertada. O machismo ou exibição “viril”, o marialva jamais pode aceitar a igualdade em soberania dos amantes. O conquistador de bairro, despindo com os olhos a fêmea que passa, representa publicamente o prólogo do machismo sob a garantia da “mulher fraca por natureza”, ou seja, sob o código das inferioridades sociais da mulher.
Por fim, os romances marialvas acabam sempre com a consciência repentina do erro, aqui, a enganada recolhe ao convento, regressa lar, escolhe o suicídio ou entrega-se à loucura.
Excertos ad hoc da “Cartilha do Marialva” de Cardoso Pires
Publicado por 555 às 01:34 PM | Comentários (0)
